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Na internet: não fale com estranhos!

Deixar crianças sozinhas no mundo virtual é tão perigoso quanto soltá-las no centro da cidade sem ninguém por perto

 

Texto Rose Araujo

 

Os pequenos hoje já nascem surfando no “www”. Desde muito cedo, eles conseguem manipular smartphones e tablets, passeiam com facilidade por jogos online e dominam melhor do que muito adulto as artimanhas do computador. Mas nem por isso podem ficar soltos nesse vasto mundo virtual.

 

De acordo com o diretor de Marketing da AVG Brasil, empresa especializada em segurança na internet, Mariano Sumrell, mais do que usar ferramentas de bloqueio e rastreador para ficar de olho no que o filho faz na web, os pais precisam educá-los para esse tipo de convivência social. “É preciso conversar com as crianças sobre os perigos que cercam este meio. A internet é a rua. Assim como aconselhamos ‘não fale com um estranho na rua’, devemos orientar nossas crianças a não se exporem a estranhos na rede”, frisa.

 

Ele ressalta que os pais têm de conversar sobre esses riscos, apresentar casos e orientar as crianças sobre o uso seguro da internet. Não adianta apenas proibir, já que a tecnologia está muito presente na vida dos pequenos e eles podem acessar a internet em casa, na escola, na casa de um amigo. “A proibição só leva a criança a ter curiosidade e ter vontade de experimentar, por isso o melhor é sempre orientar”, diz Sumrell.

 

Questão de ética

Os pais devem lembrar que a maioria das redes sociais só aceitam pessoas maiores de 13, 14 anos. É claro que qualquer um pode mentir a idade para se cadastrar. Porém, ao permitir que os filhos façam isso, os pais já dão um mau exemplo relacionado à questão ética, já que estão infringindo uma regra do próprio site. “Precisamos avaliar que tipo de formação esse comportamento trará à criança. O ideal é que ela interaja no Facebook, até os 13 anos, apenas por meio do perfil dos pais”, salienta Sumrell.

 

Ok, não é fácil manter os pequenos afastados dessa vida social virtual e do uso do computador. E nem é essa a ideia. A geração atual já tem um contato muito próximo com a tecnologia desde os primeiros meses de vida e essa é a realidade dela. Se, na sua época, os celulares eram “tijolões” que mal funcionavam para ligações, hoje os pequenos usam com destreza os dedinhos para acessar os smartphones. Sendo assim, o melhor mesmo é orientar sobre o uso seguro.

 

Além disso, é necessário mostrar que a vida não deve ser focada apenas no que se passa na rede mundial. “A preocupação é não deixar de fazer outras coisas, como atividades físicas, e se relacionar com outras pessoas. A criança não deve concentrar sua vida na tecnologia, mas sim utilizá-la como ferramenta de desenvolvimento e diversão. Os pais têm de estar atentos para oferecer outras opções de brincadeiras e educação além das tecnológicas”, ensina o executivo da AVG.

 

Todo cuidado é pouco

Na hora de expor alguns dados nas redes sociais, é muito importante saber o que está disponível online sobre seus filhos e você. É claro que tudo começa por uma pesquisa no Google. Existe um serviço especialmente destacado para isso chamado Me onthe Web.

 

Por meio dele, você pode ser notificado quando os seus dados pessoais (seu endereço de e-mail ou número de telefone, por exemplo) aparecem na web. Para mais informações, acesse o link https://support.google.com/accounts/.

 

Outro programa com dispositivos de controle para toda a família é o AVG FAMILY Safety para Android (http://www.avgbrasil.com.br/avg-family-safety-mobile-ios). A AVG desenvolveu umebook chamado “Proteja Nossas Crianças e Jovens". Lá é possível acessar várias informações sobre o assunto. A cartilha pode ser baixada gratuitamente no endereço www.avgbrasil.com.br/proteja-nossas-criancas.

 

Uma pesquisa da AVG mostrou que 57% das crianças até 5 anos sabem utilizar aplicativos de smartphones, enquanto apenas 14% sabem amarrar os sapatos.

 

Os perigos da rede:

- Fotos de bebês e crianças de fralda ou com poucas roupas podem cair nas mãos de redes de pedofilia.

 

- Fotos que permitam a identificação da criança (por exemplo, com o uniforme do colégio ou com a marcação do local via GPS) podem mostrar os lugares que o pequeno frequenta e facilitar a ação de sequestradores e assaltantes.

 

- Assédio por pedófilos e outros criminosos, como, por exemplo, sequestradores. Nesse caso os sites de relacionamento podem ser um risco, pois além de oferecerem uma série de informações sobre a criança, permitem o contato por parte dos pedófilos e criminosos que podem facilmente se passar por outra criança ou um adulto no qual as crianças tenderiam a confiar, como um professor.

 

- Algumas imagens que deem pistas de onde a criança mora também podem facilitar as ações de criminosos off-line.

 

- Outra questão é a do bullying. Uma foto engraçadinha hoje pode ser o alvo de piadinhas e brincadeiras indevidas no futuro. “Imagine seu filho adolescente vendo a foto que você está publicando: ele se importaria? Essa é uma questão importante porque a imagem é dele e é a privacidade dele que está em jogo”.

 

- O que é se posta na web fica registrado para sempre e jamais poderá ser totalmente deletado.

 

10 dicas de segurança

1. Mantenha o computador em algum cômodo da casa em que as atividades da internet possam ser acompanhadas de perto.

 

2. Deixe as crianças fora do Facebook, MySpace, Twitter, YouTube e outras redes sociais e sites paraadultos.

 

3. Mantenha as crianças próximas, converse com elas. Saiba o que está acontecendo em suas vidas e procure por sinais de novas influências ou angústias. Estabeleça desde cedo um vínculo de confiança.

 

4. Mantenha um software de controle parental no computador e atualize-o com frequência.

 

5. Entenda que as crianças sabem muito mais do você possa imaginar e nunca acredite que ela sabe pouco e que não colocará sua vida em risco.

 

6. Mantenha uma pasta de sites aprovados pelos pais e que as crianças podem visitar por conta própria. Estes podem incluir sites confiáveis de jogos online como PBSKids.com ou sites educativos, como Discovery.

 

7. Estabeleça um limite sobre quanto tempo a criança passa no computador. Mesmo com a máxima segurança no local, nenhuma criança deve passar mais de uma hora on-line.

 

8. Mantenha a si mesmo informado. Siga Larry Magid em SafeKids.com ouommonSenseMedia.org para saber mais sobre segurança para crianças.

 

9. Fique de olho nas crianças, especialmente quando estão acompanhadas de amigos. Muitos adultos permitem às crianças acesso irrestrito à internet, o que pode levá-las a situações nada agradáveis.

 

10. Mantenha o seu uso da internet mais restrito. Afinal, os adultos, mesmo sem querer, também são responsáveis por colocar a família em risco por meio de uma grande exposição.

 

Fonte: Revista NA MOCHILA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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