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Depressão - Além da tristeza

Criança também pode ter depressão. Veja como ajudar seu filho a superá-la

 

A maioria dos pais não está preparada para lidar com um quadro de depressão dos filhos. Mas não se culpe! Nos dias atribulados em que vivemos, prioritariamente dedicados a oferecer o melhor para os filhos, os sentimentos desses que tanto amamos podem ser negligenciados por cobranças excessivas, falta de tempo, escassez de diálogo...

 

O mais importante é ter disposição para verdadeiramente conhecer e enxergar os filhos, podendo, assim, não apenas perceber os problemas emocionais e psíquicos pelos quais estão passando, mas efetivamente ajudá-los. O extremo negativo que resulta de experiências e situações mal resolvidas é a depressão.

 

“Ao contrário do que muita gente pensa, depressão não é só tristeza. É um transtorno de humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente, interferindo no seu processo de amadurecimento psicológico e social”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari.

 

Fontes da depressão

Há muitos fatores que podem desencadear a depressão infantil, de acordo com a psicóloga. Veja os principais:

 

Brigas em família. Conflitos familiares desestabilizam emocionalmente a criança, que fica sem referências, sem o porto-seguro para os seus sentimentos.

 

Nascimento de um irmão. A chegada de um irmãozinho pode ser vista com entusiasmo, mas também percebida com desconfiança, rivalidade e outros sentimentos negativos, afinal não é agradável ter que dividir as atenções até então exclusivas.

           

Solidão. A criança pode ter esse sentimento por diversas razões, mas a principal está relacionada à falta de tempo dos pais. Ou, ainda que tenham tempo, a falta de atenção e de qualidade/intensidade desses momentos compartilhados.

 

Rejeição dos amigos. O tão comentado bullying não escolhe idade, e é uma das formas mais terríveis de coação moral, e muitas vezes física, sofridas por crianças. No entanto, para um ser em formação, qualquer tipo de rejeição, mesmo que não violenta, pode desencadear sentimentos de tristeza e baixa auto-estima.

 

Cobrança exagerada dos pais. Isso ocorre principalmente em relação ao desempenho escolar e o excesso de atividades extracurriculares impostas pelos pais. A criança se sente sobrecarregada física e emocionalmente, passa e se cobrar mais, tem dificuldade em lidar com as frustrações naturais de metas não alcançadas.

 

Falecimento de alguém querido. A morte de um parente, de um amigo ou até de um bichinho de estimação podem ser o primeiro contato com a finitude da vida, e a falta de compreensão dessas ausências repentinas pode trazer abalos emocionais.

 

Falta de espaço para o lazer. Crianças que ficam muito tempo confinadas em casas ou apartamentos, jogando videogame, assistindo televisão ou navegando na internet podem desenvolver dificuldade de socialização, pouca produção hormonal e distúrbios psíquicos.

 

Predisposição genética. Crianças com pais depressivos têm alta probabilidade de sofrerem com o problema.

 

Sinais de perigo

Não há dúvidas de que é o ideal é prevenir e evitar as situações que possam desencadear tristezas em um filho, ainda mais se esse sentimento pode afetar o desenvolvimento emocional, psicológico e até físico, a capacidade de se relacionar com as pessoas e com o mundo, e o próprio futuro da criança. Por isso é fundamental entender o problema.

 

“A depressão é uma doença que envolve o físico, o humor, os pensamentos e o comportamento. Afeta a maneira como a pessoa se alimenta, dorme, sente e pensa. Sofrer de depressão não é um sinal de fraqueza ou falta de vontade. A criança com depressão não é capaz de reagir e se sentir melhor sem algum tipo de tratamento: os sintomas da depressão, se não forem tratados, podem durar semanas, meses, anos ou até o fim da vida”, ressalta Olga.

 

Os principais sintomas que uma criança com depressão pode apresentar são: irritação, agressividade, choro fácil, desânimo, impaciência, tendência ao isolamento social, apatia e desinteresse, agitação excessiva, dificuldade de se afastar da mãe, pessimismo, desatenção, insônia ou sono excessivo, dores frequentes e sentimento de inferioridade.

 

Tratando o problema

Segundo a psicóloga, em hipótese alguma os pais devem criticar ou pensar que a mudança no comportamento é apenas uma fase, e que a criança conseguirá sair dessa situação na medida em que o tempo passe. Se não tratada adequadamente, a doença tende a piorar e a criança se sente culpada por não conseguir corresponder às expectativas dos pais.

 

“Isso ocorre justamente porque ela não é capaz de sair sozinha do problema. Ao primeiro sinal de depressão, os pais devem acolher a criança e encaminhá-la a um psicólogo. Na maioria das vezes, o apoio da família juntamente com o tratamento psicológico é suficiente para resolver o problema!”, afirma. 

 

Olga Tessari diz que o tratamento psicológico deve ser o principal recurso para resolver o problema. “Medicamentos devem ser utilizados como último recurso, caso a psicoterapia não evolua”.

 

 

Fonte: Revista NA MOCHILA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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