A importância da amamentação para o desenvolvimento do bebê

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O poder que esse contato íntimo entre mãe e filho acarreta na saúde física e emocional da criança

 

Um gesto tão simples como amamentar um bebê pode garantir a sobrevivência de cerca de 20% das crianças menores de 5 anos do mundo. O alerta é feito pela ONU na divulgação da Semana Mundial de Aleitamento Materno, que vai de 1 a 7 de agosto.

 

O Comitê Científico sobre a Nutrição da ONU destaca que o aleitamento contribui para alcançar todos os 8 Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio. E tem mais: segundo a professora Cristiane Gomes, consultora internacional em lactação, amamentar garante não só a sobrevivência mas proteção prolongada, para a vida toda, contra doenças como osteoporose, câncer, obesidade, diabetes e hipertensão. “Pesquisas recentes mostram que pessoas que foram amamentadas com leite materno apresentam melhor desenvolvimento emocional e intelectual, além de menor incidência de várias doenças”.

 

Cristiane, que também é fonoaudióloga, mestre em educação e doutora em pediatria, com pós doutorado em Saúde Coletiva, explica que a amamentação influi inclusive no crescimento harmônico da face do bebê: “Os músculos que o bebê usa para mamar no peito são os mesmos músculos que ele vai usar mais tarde para a mastigação, portanto, mamar no peito desenvolve o tônus muscular e ajuda no crescimento correto da mandíbula da criança”, indica.

 

Segundo a especialista, a lactação feita através de bicos artificiais, como o da mamadeira, envolve movimentos contrários: “Quando mama na mamadeira ou chupa chupeta, a criança usa músculos e movimentos mandibulares diferentes. A boca não fica vedada e a postura da língua também é outra. É claro que isso vai afetar o desenvolvimento dos ossos e músculos da face e vai influenciar todas as funções orais: a fala, a mastigação, a deglutição, a alimentação”, alerta.

 

De acordo com Cristiane, várias pesquisas recentes mostram que o aleitamento previne uma série de problemas, desde má formação da arcada dentária, má oclusão dos dentes e até infecções de ouvido na primeira infância: “Os bebês que mamam no peito aprendem a respirar corretamente, pelo nariz, e isso diminui a probabilidade de que tenham infecções respiratórias, de ouvido e até mesmo problemas de audição”, aponta. Está provado que até os dois anos de idade as crianças não têm imunidade própria, a não ser a recebida através do leite materno. Portanto, bebês que se alimentam do leite da mãe são mais resistentes a infecções e adoecem menos.

 

Outro benefício do aleitamento é no desenvolvimento emocional da criança: “Esse contato íntimo com a mãe desenvolve um relacionamento melhor entre ela e o bebê, oferece segurança. O fato das mães conversarem com os filhos enquanto eles mamam também ajuda essa criança a desenvolver a linguagem e a comunicação”, adianta a professora.

 

No entanto, nem sempre amamentar é fácil. Há mulheres que se queixam de dores nos seios, falta de leite, rachaduras e até que o bebê não aceita o peito ou não consegue sugar. “Infelizmente todas essas situações são bastante comuns. Amamentar não é instintivo, a gente aprende a fazer isso da forma correta. Tem muitas questões emocionais, sociais e culturais envolvidas e às vezes é preciso a ajuda de um profissional.”

 

O Ministério da Saúde preconiza a amamentação exclusiva dos bebês durante pelo menos os primeiros seis meses de vida; no entanto, a licença maternidade no Brasil é de apenas quatro meses. Isso leva muitas mães a fazer o desmame precoce do bebê quando voltam a trabalhar. O fato de começarem a mamar na mamadeira faz com que muitas crianças deixem o peito da mãe. A professora Cristiane ensina que é possível oferecer o leite materno aos bebês em copos, evitando o uso de bicos artificiais e mantendo o aleitamento materno nos períodos em que mãe esteja trabalhando. “Existe uma técnica para isso, é um procedimento bem simples”, finaliza.

 

 

Fonte: Assessoria de imprensa da Unopar.

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