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Seu filho é consumista?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se você tem dúvidas sobre isso, faça o teste e saiba como ajudá-lo a mudar esse comportamento

 

Num mundo no qual a sede de consumo é grande, as facilidades de crédito são enormes e a publicidade invade as janelas das casas de forma rápida e eficaz, fica difícil proteger as crianças dessa vontade desenfreada de ter muito e mais a cada dia. Os estímulos estão por toda a parte e não raro vemos que os pequenos estão desenvolvendo a mania de não encontrar satisfação nos bens adquiridos.

 

“O aumento da classe média, incentivos do governo, programas sociais, tudo isso trouxe maior acesso aos bens de consumo para quem antes não tinha a possibilidade de consumir. Hoje, só 16% da humanidade são responsáveis por 78% do consumo do planeta! É uma parcela muito pequena para um consumo muito alto”, afirma Silvia Sá, gerente de Educação do Instituto Akatu (ong que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente).

 

Ela afirma que as crianças de hoje estão mais consumista que há 50 anos, mas isso ocorre porque os adultos também estão agindo dessa maneira. “É um desafio complexo para toda a sociedade. A criança aprende pelo exemplo. Os pais têm que repensar suas atitudes, sua forma de consumir”.

 

O problema, segundo a psicóloga Regina Furigo, é que atualmente consumir passou a ser sinônimo de cidadania. Com isso, as pessoas acreditam que gastar de forma desnecessária seja parte da vida moderna. “No geral, as pessoas estão mais estimuladas ao consumo”, frisa.

 

Sinal amarelo

Quando a criança começa a pedir tudo o que vê pela frente, seja no shopping, no supermercado, no restaurante, e não aceita “não” como resposta, é hora de ligar o sinal de alerta. Formar um cidadão que não se dá por satisfeito com relação à aquisição de bens materiais é colocar em risco não só a saúde dele como o futuro do planeta. “Os recursos naturais estão se esgotando. Vemos a crise da falta de água e uma possível crise de energia, devido à falta de água. O próprio aquecimento global, os climas extremos que estamos vivendo, chuva forte em um lugar e seca no outro. É a ação do homem para gerar mais produtos que está causando este desequilíbrio do planeta”, ressalta Silvia.

 

Como evitar o consumismo infantil?

Educação e exemplo. Duas palavrinhas mágicas que fazem milagres. Ensinar aos pequenos o valor das coisas é um passo importante. Mas, além disso, é preciso servir como modelo para essa postura regrada. “Os pais devem ver de fato o que é mais importante para os filhos e para a família, não se endividar”, destaca Silvia.

Ter equilíbrio financeiro é o primeiro passo. Procure sempre controlar suas contas e gerir os gastos da casa com consciência. E isso deve ser ensinado aos pequenos desde cedo.  “Em primeiro lugar, o adulto deve educar-se antes de mais nada. Depois, passar valores essenciais e perenes para os filhos”, diz Regina Furigo.

 

Decida com as crianças quanto gastar, o que comprar e, juntos, discutam os impactos  sociais e ambientais que vocês devem levar em conta na escolha do produto e da empresa que o produziu. “Desse modo, a sua ida às compras com seus filhos se tornará uma oportunidade de ensiná-los que as escolhas têm impacto na saúde, no bolso e na natureza. Afinal, eles estão na fase inicial de compreensão do mundo e quanto mais cedo melhor para que eles comecem a usar os atos de compra como oportunidades de contribuir para a preservação do meio ambiente e a melhoria da sociedade tanto para eles próprios como para os filhos que eles virão a ter”, salienta Silvia.

 

O consumo também continua depois da compra. É preciso saber como usar, como aumentar a vida útil daquele bem, levar sempre para a manutenção, tentar consertar (em vez de jogar fora e comprar um novo), como descartar (pode ser útil para alguma outra pessoa) e, se for para jogar no lixo, que dê um destino certo, separando o resíduo para que seja reciclado.

 

Os pais podem fazer isso como um jogo, em brincadeiras do dia a dia. Os brinquedos que a criança não usa mais, por exemplo, podem ser doados para outras crianças. Peça para o pequeno fazer essa separação. Enquanto isso, o próprio adulto pode separar o que não usa mais e dar um novo destino. Esse é o exemplo. Assim a criança vê isso como uma forma natural, que toda a família faz.

 

Propaganda perigosa

A princípio, desde 13 de março deste ano, toda publicidade direcionada para a criança é abusiva, como usar um personagem para vender o produto (licenciamentos).

 

É importante os pais ficarem atentos ao que a criança está olhando, mostrar as diferenças, que o produto com estampa de personagem é muito mais caro e sugerir outro sem personagem. Isso ajuda a diminuir a relação com o consumo, mas está ligada à forma que os pais têm de comprar as coisas. Eles devem colocar limitações, sem proibir, mas explicando.

 

“Não existe o ‘jogar fora’. Todo o lixo que produzimos fica aqui no planeta. Da mesma forma que uma criança é influenciadora do consumo dentro da família, quando ela aprende a ter um consumo consciente, passa a influenciar a família na mudança de hábitos, como fechar as torneiras, economizar água e energia, reciclar o lixo. Ela é uma grande mobilizadora pelas boas causas”,

Silvia Sá – Instituto Akatu

 

Faça o teste a seguir e observe o resultado. Será que seu filho é muito consumista?

 1. Seu filho sabe distinguir as necessidades e os desejos?

( ) Sim

( ) Não

 

2.Quando o assunto é dinheiro, ele é organizado e sabe onde guardar?

( ) Sim

( ) Não

 

 3. Quando ganha uma roupa nova, imediatamente escolhe outra em seu armário para doar?

( ) Sim

( ) Não

 

 4. Ele sempre reserva uma parte do dinheiro para poupar?

( ) Sim

( ) Não

 

 5. Quando recebe dinheiro, gasta toda a quantia que recebeu?

( ) Sim

( ) Não

 

 6. Quando o dinheiro é dele, prefere guardar?

( ) Sim

( ) Não

 

 7. Gosta de comprar para “ficar na moda”?

( ) Sim

( ) Não

 

 8. Quando o dinheiro é dos pais ele não se preocupa em economizar, prefere gastar?

( ) Sim

( ) Não

 

 9. Nunca está satisfeito com os presentes que recebe? Sempre deseja algo novo?

( ) Sim

( ) Não

 

 10. Somente realiza tarefas em casa se receber algum dinheiro?

( ) Sim

( ) Não

 

 PONTUAÇÃO:

 Para as questões 1,2,3 e 4, atribua:

2 pontos para “sim”

1 ponto para “não”

 

Para as questões 5,6,7,8,9 e 10, atribua:

2 pontos para “não”

1 ponto para “sim”

 

RESULTADO:        

20 a 16 pontos:

Parabéns! Seu filho está no caminho certo. Tem noção do valor do dinheiro e sabe valorizar as conquistas da família. Continue educando-o para ter mais controle de sua vida financeira, para que saiba gastar conscientemente.

 

15 a 10 pontos:

Ele precisa refletir sobre as suas atitudes!  Talvez seja o momento da família discutir o assunto. E não esqueça, educação financeira exige disciplina e dedicação!

 

Nossas fontes

Silvia Sá, gerente de educação do Instituto Akatu

Regina Furigo, psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru

 

Por Rose Araujo/ Revista NA MOCHILA

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