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Jovens banalizam a violência e a transformam em espetáculo

 

 

Existe uma percepção sobre a existência de altos índices de violência nas escolas brasileiras, em especial nas escolas públicas, mas não é possível afirmar que não existam problemas nas escolas privadas também. No entanto, para 89% dos entrevistados de uma pesquisa realizada e divulgada no final do ano passado, nas cinco regiões do país, encomendada pela Confederação dos Trabalhadores em Educação (CNTE), acreditam que há muita violência nas escolas públicas – foram ouvidas mais de 3 mil pessoas, todas acima de 16 anos de idade. E com o início do novo ano letivo, um dos maiores desafios para a “Pátria Educadora” é justamente combater essa onda de violência nas escolas, que naturalmente reflete também na qualidade do ensino.

 

Para Gonçalo Pires, assessor pedagógico do Grupo Saraiva, a violência no ambiente escolar não é algo novo, tanto que já foi abordada por diversos pensadores como Bordieu e Bernard Charlot, entre outros. “É que, hoje, muitos dos casos são denunciados. Mas, infelizmente, está havendo também uma banalização muito grande da violência entre os alunos. Isso faz parte do momento histórico em que os jovens também estão inseridos. Na chamada era da informação, a violência é um espetáculo, dá audiência, vira ‘likes’, as pessoas curtem, e mostram-se cada vez mais insensíveis aos outros”, diz o assessor.

 

Pires se refere aos inúmeros vídeos que circulam pela internet com imagens fortes de brigas entre estudantes, nas redes sociais ou até mesmo quando ganham maior projeção e chegam aos noticiários. “Basta uma simples pesquisa em sites de busca que o resultado é espantoso, com vídeos de briga por todo o país, entre meninos, entre meninas e, em alguns casos, inclusive com a participação de pais”, diz o assessor pedagógico. Também não são raras as vezes em que a briga é agendada pelos alunos nas redes sociais, ganhando o estímulo dos colegas de classe de ambas as partes.

 

O respeito deve vir de casa e são justamente os pais que devem servir de melhor exemplo aos filhos, opina o assessor pedagógico do Grupo Saraiva.

 

“É importante praticar a tolerância em casa, praticar o respeito ao direto do outro existir, ser, pensar e agir diferente de nós. Filhos reproduzem muito do que ouvem em casa, por isso precisam ter um bom modelo de vida adulta”, diz Pires. Ele reforça também que os pais devem agir como pais e não como amiguinhos dos filhos. “É preciso manter a tutela e o diálogo, mostrando verdadeiro interesse pela vida dos filhos, sempre que estiverem juntos”, diz.

 

Já a escola, ela pode e deve participar, pois tem responsabilidade pelo o que acontece em suas dependências. “Ela pode promover debates, manter programas de acompanhamento ou uma equipe multidisciplinar que interaja com os alunos sobre o tema. Mas, principalmente, observar e coibir atos de violência na escola, seja ela qual for. Mas deve fazer de verdade, não só por mais um cartaz na parede da ‘Semana Anti Bullying’. É preciso agir mesmo”, diz o assessor.

 

“Lembrando que uma das mais importantes funções das famílias para seus filhos e da escola para seus educandos é o aprendizado da vida em sociedade, e a violência atinge direta ou indiretamente a todos nós”.

 

 

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada

 

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