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Crianças com problemas de adultos

Má alimentação e falta de exercícios físicos prejudicam a saúde infantil

 

Foi se o tempo em que a criança passava o dia brincando na rua, jogando pião, bolinha de gude, boneca e panelinha, onde crianças pulavam e corriam o tempo todo, gastavam energia e comiam um prato de arroz, feijão e bife para satisfazer a fome. Suas atividades eram somente ir à escola e brincar. Porém, os tempos mudaram e as crianças de hoje em dia mal sabem o que é brincar de corrida, de pular corda ou esconde-esconde - as brincadeiras caseiras foram deixadas de lado e o videogame, computadores, tablets e smartphones tomaram a total atenção das crianças.

 

A rotina turbulenta dos pais também afeta seus filhos. Muitas famílias passam a ter a televisão como meio de entretenimento e comer em frente a computadores e celulares se tornou um hábito. Tornou se comum alimentar-se de fast-foods, comida congelada, alimentos industrializados e muitas guloseimas. Alguns pais, inclusive, sentindo culpa por estarem ausentes, tentam agradar o filho com chocolates, balas, salgadinhos e refrigerantes, fazem isso sem pensar na saúde da criança.

 

Um exemplo

Lilian Pantojo tem uma filha chamada Julia, de 7 anos, que sofreu problemas de obesidade infantil. Segunda ela, a criança comia compulsivamente e por ansiedade. “Minha família tem uma padaria e eu trabalho nela na parte da manhã e a levava ela junto comigo todos os dias. Minha filha chegava a comer 2 esfihas só na parte da manhã e depois conseguia almoçar um prato cheio, e eu como mãe tinha dó de negar para ela, só depois fui perceber que o excesso de comida estava fazendo mal a saúde dela.‘ 

 

A criança não sofreu nenhum problema grave de saúde, porém se continuasse naquela rotina os poderia acontecer isso. ‘Hoje em dia eu controlo mais a alimentação dela, deixo ela comer as coisas que gosta, porém, sem exageros como antes.‘ finaliza a mãe.

 

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE juntamente com o Ministério da Saúde, no ano de 2008 e 2009 uma em cada três crianças com a faixa etária de 5 a 9 anos estava acima do peso, sendo que 16,6% eram meninos e 11,8% meninas. 

 

O descuido dos pais na alimentação, com excesso de alimentos industrializados ricos em gorduras, sal e carboidratos são a maior causa desse problema.

A falta de exercícios também e um fator.

 

O processo do desmame precoce pode ser, também, o início de uma obesidade infantil, por conta da substituição do leite materno por fórmulas lácteas.

Com a obesidade, qualquer criança pode ter doenças e sintomas de adultos: alterações na pressão sanguínea, níveis altos de colesterol, diabetes, pressão alta, alterações na tireoide etc. 

 

Nutrição

Segundo a nutricionista Miliane Botega, 34 anos, o aumento da procura por nutricionistas cresceu bastante desde o ano de 2010, com casos de crianças obesas justamente com problemas de glicemia alterada, colesterol e triglicérides alto. 

 

Miliane avalia que dois fatores que aumentaram o sobrepeso durante os últimos anos foram o desinteresse por atividades físicas e mudanças de brincadeiras e, o segundo fator, o aumento de alimentos gordurosos, ricos em açúcar e farinha branca e a diminuição de consumo de frutas, saladas e legumes.

 

Entre os riscos ela cita a facilidade em aparecimento de DCT (doenças crônicas não transmissíveis) como DM tipo 2, dislipidemia e hipertensão.

 

As complicações da obesidade infantil são divididas em curto e longo prazo: as mais comuns e de curto prazo são asma e apneia, problemas ortopédicos, disfunção do fígado por conta do acúmulo de gordura, inflamação e formação de pedras na vesícula, acne, enxaqueca, colesterol no sangue, diabetes. E a longo prazo são as doenças como hipertensão arterial, tromboses, doença coronariana, gota, osteoartrite e em alguns casos extremos o infarto infantil.

 

Motivo de bullying

Outra consequência da obesidade é relativa às questões emocionais,  pois estar fora do peso gera bullying,  brincadeiras de mau gosto e uma certa dificuldade em acompanhar o desempenho físico de outra criança.

 

Isso pode gerar uma baixa autoestima - a criança acaba na comida e agravando essa obesidade. 

 

Os pais devem ficar em alerta com crianças de sobrepeso e buscar ajuda para reverter esta situação e ajudá-lo a se tornar um adulto saudável futuramente. 

 

Primeiramente o que os pais devem fazer é barrar as guloseimas, frituras, massas, alimentos industrializados e refrigerantes. A alimentação deve ser saudável e incluir verduras e legumes, arroz e feijão, carnes grelhadas, frutas e bastante água.

 

Junto com a alimentação, as atividades físicas são essenciais para o bom desenvolvimento físico da criança, com brincadeiras que envolvem movimento e interação e ajudam a perder mais calorias, como andar de bicicleta, jogar bola ou fazer uma simples caminhada. É preciso trabalhar na prevenção, ensinar desde muito pequeno a se alimentar bem, a ter horários para comer guloseimas e ter um consumo limitado, não sempre e toda hora, como alguns pais acostumam seus filhos. 

 

 

 

Luana Andrade é estudante do 5º semestre de jornalismo do Ceunsp (Salto-SP) e participante do projeto Muito Mais, sob orientação da jornalista Helena Gozzano, voluntária no Instituto Noa (www.institutonoa.org.br)

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