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Saiba quais são as formas de tratamento e prevenção durante o processo de amamentação

 

O ingurgitamento mamário, popularmente conhecido como "leite empedrado", ocorre quando há acúmulo de leite, causando dor e aumento do volume das mamas. Neste caso, o leite acumulado torna-se mais viscoso, dificultando a sua saída. De acordo com a consultora de amamentação, Lavínia Springmann, o ingurgitamento mamário pode acontecer em qualquer fase da amamentação, mas há maior incidência nos primeiros dias após o parto. Existem algumas recomendações úteis para sua prevenção e tratamento.

 

Como forma de prevenção, Lavínia aconselha que a mãe inicie a amamentação logo após o parto, na posição correta e em livre demanda. Nesta fase deve-se evitar o uso de suplementos.

 

Uma vez gerado o ingurgitamento, é importante ordenhar um pouco de leite (manualmente ou por bomba) antes da mamada, massagear as mamas delicadamente, bem como usar  compressas  de  água morna para ajudar na liberação do leite. Também é necessário que a mãe use com frequência sutiãs com alças largas e firmes e faça compressa de água fria logo após ou durante os intervalos das mamadas, que ajudam a diminuir o edema, a vascularização e a dor.

 
Prevenção de traumas mamilares

 

Entre os traumas mamilares mais frequentes estão o eritema, edema, fissuras, bolhas, marcas brancas, amarelas ou escuras e equimoses. A causa mais comum deve-se pelo posicionamento  ou pega inadequada. Outros fatores incluem mamilos curtos, planos ou invertidos, disfunções orais na criança e a não interrupção da sucção do bebê antes de retirá-la do seio, além das reações alérgicas causadas pelo uso de óleos e cremes nos mamilos.

 

De acordo com a especialista, a prevenção inclui amamentar com a técnica correta, manter os mamilos secos por meio do uso de protetores, amamentar em livre demanda e não utilizar produtos que retirem a proteção natural do seio. Se for preciso interromper a mamada, é aconselhável introduzir o dedo indicador ou mínimo pelo canto da boca do bebê, de maneira que a sucção seja interrompida antes  da  criança ser retirada do seio.

 

O tratamento pode ser realizado por meio de compressas e uso de conchas de amamentação que ajudam a evitar o atrito da área afetada com a roupa. Também é importante que a mãe inicie a mamada com o seio menos afetado e ordenhe um pouco de leite antes de seu início para facilitar a pega correta.

 

Um dos traumas mais conhecido entre as mães é a mastite, que consiste em um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama, podendo progredir para uma infecção bacteriana. A lesão ocorre com maior frequência na segunda e terceira semana após o parto e por esse motivo, o leite acumulado e o dano  tecidual  resultante favorecem a instalação da infecção.

 

Quando há mastite, a parte afetada da mama encontra-se dolorosa, hiperemiada, quente e com edemas. Em caso de infecção, ocorrem manifestações tais como mal estar, febre alta e calafrios. Geralmente, a mastite sucede em apenas uma das mamas e seu tratamento é o esvaziamento adequado por meio da amamentação e se necessária, a retirada do leite após as mamadas.

 

Fonte: Lavínia Springmann, Consultora de Amamentação da NUK.

 

Este conteúdo é publicado na revista NA MOCHILA e compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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