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Especialista explica os desafios do TDAH e aponta dicas para pais e professores

 

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, também conhecido como TDAH, é um distúrbio de neurodesenvolvimento que atualmente atinge cerca de 10% das crianças em idade escolar, provocando desatenção e impulsividade, o que prejudica seu rendimento em sala de aula e, consequentemente, a sua aprendizagem.

 

Para ajudar crianças com tal questão, a professora de pedagogia, Juliana Neves Pinheiro, alerta que o primeiro passo é diagnosticar o transtorno com precisão. “Quando avaliam o sintoma, e não a função cerebral, toda criança agitada ou dispersa é rotulada com TDAH, mas nem todos os casos são reais. Há transtornos e síndromes que possuem sintomas parecidos ou mesmo fatores psicológicos ou sociais que podem levar ao aparecimento de determinados comportamentos”, explica.

 

Sendo assim, a consulta médica é indispensável para confirmar o transtorno e iniciar o processo de intervenção para que se obtenha resultados positivos. “Existem vários níveis de TDAH e, para cada caso, um procedimento deve ser adotado. A psicoterapia também pode auxiliar o indivíduo a conviver com o transtorno de maneira mais saudável”, acrescenta.

 

A pedagoga separou dicas para professores e educadores de crianças diagnosticadas com TDAH. Confira:

 

•    Crie um ambiente organizado e com rotina;
•    Fale pausadamente, olhando nos olhos e use frases curtas;
•    Crie estratégias de lembretes;
•    Subdivida as tarefas em atividades menores, com tempo menor;
•    Use sempre textos curtos;
•    Evite sobrecarregar a criança com atividades extras;
•    Procure cobrar o desempenho da criança, e não resultados;
•    Use técnicas de respiração e relaxamento para ajudá-la no autocontrole;
•    Elogie de forma descritiva todos os avanços da criança;
•    Evite comparações;
•    Fale dos seus sentimentos, mas evite sentimentos negativos;
•    Deixe claro para criança quais são as regras e limites;
•    Repita sempre instruções e regras, quando necessário.

 

Fonte: Juliana Neves Pinheiro, a professora de pedagogia.

 

Este conteúdo é publicado na revista NA MOCHILA e compartilhado pelo Programa Escolas do Bem, do Instituto Noa.

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